quarta-feira, 9 de outubro de 2013
DEPRESSÃO
Minha infância, adolescência e grande parte da vida adulta foi permeada pela falta de algo que eu nunca consegui identificar e por uma sensação de vazio que nunca consegui preencher.
Durante anos perambulei por consultórios psiquiátricos e psicológicos tentando me curar de um estado depressivo invasivo e renitente. Fiquei melhor algumas vezes, fiquei pior na maioria das vezes. A depressão teimava em não me abandonar.
Eu tinha dificuldade em levar a vida, enfrentar problemas, fazer amizades. Dos problemas eu me escondia, os amigos vinham e iam, até que chegou o momento da total falta de capacidade de controle emocional.
Tudo estava se direcionando para o caos total quando, em mais uma consulta com mais um psicólogo, este me perguntou:" Você acha mesmo que tem depressão"?
Aquele pergunta me deixou furiosa. Afinal, quem ele pensava que era, para duvidar da minha capacidade de discernimento ante um fato?
Passado o momento de indignação parei para refletir e cheguei à conclusão que, depressiva ou não, eu não ia mais me entregar à dor. A partir daquele momento a depressão não ia mais interferir na minha vida.
Daquele momento em diante passei a ler tudo que se referia à depressão e suas ramificações, estado depressivo e seus males. Li depoimentos, trabalhos acadêmicos, livros de auto ajuda. Aprendi a identificar o que era tristeza e o que era depressão. E aprendi a controlar esse mal.
Hoje, alguns já me definem com a palavra Alegria. Rosto carrancudo e olhar triste, nunca mais.
Espero que meu depoimento sirva de exemplo e de força para pessoas que em algum momento não conseguem sair desse sofrimento.
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